sábado, 29 de março de 2008

Harry Potter e a Magia da Escola

Jaqueline Negreiros



Por que será que Harry Potter tornou-se um fenômeno mundial?

A estória de um menino órfão, cujos pais foram mortos por "forças do mal" sendo salvo graças ao poder do amor , que se descobre bruxo ao completar onze anos e ingressa na Escola de Magia, desperta tanto interesse e fascinação devido aos desejos latentes do inconsciente coletivo.

O inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta por arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem à várias situações, tais como amizade, ambição, escolha, preconceito, coragem, crescimento, responsabilidade moral, as complexidades da vida e da morte . Todos estes elementos estão contidos no mundo mágico de Harry Potter.

Cada ano da vida de Harry em Hogwarts, onde ele aprende a usar magia, a fazer poções, a ultrapassar obstáculos mágicos, sociais e emocionais servem de estímulo para que enfrentemos nossos próprios obstáculos.Vencer as "forças do mal" nada mais é que vencer o que há de ruim em nós (nossa "sombra")

Nossas escolas poderiam ser como Hogwarts, poderiam nos ensinar a usar a "magia"(mente), a fazer "poções"(aprender as diversas ciências - cada qual com sua importante contribuição)e nos preparar para a vida. Nossos professores deveriam ser respeitados por dominarem o conhecimento das "mágicas" que nos conduzirão ao caminho da "pedra filosofal". Nossos alunos deveriam ser estimulados a enfrentar o "dragão" - que protege a pedra - ao invés de temê-lo. Mas como vivemos num sistema capitalista, materialista e consumista, que não valoriza o conhecimento (os designados "trouxas") tudo o que se espera é que se guarde a "varinha"(bagagem de experiências) para que não cause nenhum transtorno social e que se"assassine" nossa "coruja" (sabedoria) ,nos tornando seres alienados da nossa própria existência - vítimas fáceis de manipulação.
Analogicamente, a história de Harry Potter é a vida interior de cada um de nós sem os véus do superficialismo, da hipocrisia e da ignorância em busca do verdadeiro Conhecimento (a pedra filosofal).

E por quê, pedagogos, não utilizamos nossa condição e ensinamos aos nossos alunos o quão mágica a escola é, despertando neles a vontade de querer aprender sempre mais? Ensinemos a utilizar as "varinhas", as "corujas", as "poções" para que tenham uma vida "mágica"... e como "bruxos", nós podemos!

O Poder da Palavra

Masaru Emoto, cientista japonês, demonstrou como o efeito de determinados sons, palavras,sentimentos, pensamentos, alteram a estrutura molecular da água.
A técnica consiste em expor a água a esses agentes, congelá-la e depois fotografar os cristais que se formam com o congelamento.











Se um simples obrigado muda uma molécula de água, imaginem o que uma prece, palavras de amor, fraternidade, encorajamento, amizade, podem fazer percorrendo nosso corpo carregado de água. Se acontece fora do nosso corpo, ocorrerá dentro dele também, cada vez que agirmos com amor e retidão!
Mas convém lembrar que o inverso também ocorrerá com palavras ou sentimentos de ódio, inveja, vingança,etc. E é com isso que a gente pode adoecer, com água carregada de energia má e destrutiva. Muitas doenças começam a partir de nós! Contudo, se quisermos, tudo acabará a partir de nós também!

Assim sendo, como Pedagogos, devemos ter consciência de que nossas palavras exercem grande influência sobre nossos alunos tanto psíquica quanto fisiologicamente. Prestemos atenção nas nossas palavras porque elas tem o poder de elevar, mas também de destruir...

sexta-feira, 28 de março de 2008

A Educação da Nova Era

Segundo Alice Bailey, o objetivo da nova educação é elucidar o desabrochar cultural da humanidade e considerar o próximo passo a ser dado no seu desenvolvimento mental. O ensino, se verdadeiro, deve estar alinhado com o passado e prover um objetivo para o esforço presente, devendo incluir um futuro espiritual. Isto requer não só uma visão retrospectiva, mas uma visão prospectiva da educação.

A palavra "espiritual" não se refere ao chamado assunto religioso. Todas as atividades que impelem o ser humano em direção a alguma forma de desenvolvimento físico, emocional, mental intuicional, social, se for para o progresso de seu estado atual, será essencialmente de natureza espiritual e será indicativo da existencial (existência) da entidade divina interna.

O espírito do homem é imortal; persiste para sempre, progredindo de um ponto a outro e de estágio a estágio no caminho da evolução, desabrochando firmemente e em seqüência os atributos e aspectos divinos. Nesse sentido, a verdadeira educação é consequentemente a ciência de unir as partes integrais do homem e também ligá-lo, por sua vez, com o seu ambiente imediato, e dar com o todo maior no qual terá de desempenhar seu papel, edificar ou construir uma ponte entre cérebro-mente-alma, produzindo assim uma personalidade integrada, que seja firme expressão do desenvolvimento da alma, morada interna.

A educação tem sido, até agora, em grande parte, um treino de memória, apesar de estar atualmente seguindo o reconhecimento de que tal atitude precisa acabar. A meditação, seguindo linhas adequadas, será parte do currículo. Deverá ser observado, entretanto, que as implicações religiosas da meditação são desnecessárias. A meditação é o processo pelo qual as tendências objetivas e os impulsos vindos da mente são frustrados e ela começa a ser subjetiva, a focalizar e a intuir.

Isto pode ser ensinado por meio de um pensamento profundo sobre qualquer assunto: matemática, biologia e assim por diante. Com o tempo e a prática o educando teria respostas desse empenho. Os mundos objetivo e subjetivo são unificados. O que se encontra acima e o que se encontra abaixo se tornam um. Toda educação deveria tender a essa realização.

O objetivo da educação deveria ser o treinamento do mecanismo de resposta à vida da alma. O aumento do despertar da consciência, o aprofundamento do fluxo da consciência e ao desenvolvimento dos aspectos da alma no plano físico.

Esses aspectos são:

VONTADE ou PROPÓSITO - a vida manifestada deve ser governada pelo propósito consciente espiritual. A direção certa da vontade deveria ser uma das maiores preocupações de todos os verdadeiros educadores. A vontade para o bem, a vontade para a beleza e a vontade para servir deveriam ser cultivadas.

AMOR-SABEDORIA - este é essencialmente o desabrochar da consciência grupal, seu primeiro desenvolvimento é a auto-consciência. Por meio da educação, essa auto-realização deve ser desenvolvida até que o homem reconheça que sua consciência é parte integrante de um todo maior. Ele, então, se mescla com interesses, as atividades e os objetivos grupais. Tornam-se finalmente seus e ele se torna consciente do grupo. Isto é amor. Levas a sabedoria, que é Amor em atividade manifesta. O interesse pessoal torna-se interesse grupal. O amor ao Ego (auto-consciência), o amor aos que estão à nossa volta (consciência grupal), torna-se finalmente amor ao todo (amor a Deus).

INTELIGÊNCIA ATIVA - isso diz respeito ao desenvolvimento da natureza criativa do homem consciente, espiritual. Ela ocorre pelo correto uso da mente, com seu poder para intuir idéias, para responder a impactos, para interpretar, canalizar e construir formas para manifestação. Assim, a alma do homem cria.


Extraído do Site : www.mentehumana.com.br

Pedagogia do Amor

*
"Se eu não me criticar, se eu parar de ficar me questionado sobre o que deveria fazer, como vou melhorar, crescer como pessoa?" Para responder esta pergunta, analisaremos o que acontece com as crianças.

A cada vez que se diz a uma criança: "Você não deveria (fazer ou sentir algo), é como se lhe fosse dito: "Se você for você mesma, ninguém vai gostar de você, pois você é muito má. Mas se você se esforçar e for diferente, então poderá encontrar pessoas que gostem de você".

Isto é uma violência contra a criança, talvez comparável a um assassinato. Está-se dizendo à ela para eliminar aquele "eu" (que é ela mesma) e construir um novo em cima. E ela seguirá pela vida profundamente infeliz, tentando fabricar um "eu" que agrade às pessoas, ou então assumindo uma identidade que corresponda àquele monstro que um dia disseram que ela era, tornando-se uma pessoa de difícil convivência, ou até mesmo um delinqüente.

Há muitas pessoas que optaram pelo caminho da marginalidade porque não conseguiram construir aquele "eu" que agradaria às pessoas. Talvez ninguém as odeie mais do que elas mesmas. Foi em virtude de muitos DEVERIAS, aos quais elas não conseguiram corresponder, que elas chegaram aonde estão. Elas se sentem tão em débito com esses deverias que é como se imaginassem uma dívida que jamais conseguirão saldar, pois a cada dia ela aumenta - a cada dia elas acrescentam algo que deveriam/não deveriam ter feito.

Uma outra maneira de educar as crianças é através do que chamarei de Pedagogia do Amor. E do amor incondicional. Aquele que não espera que o outro mude para começar a amá-lo. Aquele que não diz que a criança deveria ser diferente, mas que valoriza todos os seus sentimentos, comportamentos, iniciativas. Aquele amor que não tem a intenção de ter nenhum tipo de controle sobre a criança, que não quer manipular suas reações e comportamentos e moldá-los de acordo com um padrão, ou de acordo com um objetivo que não foi traçado por ela.

Aquele amor que permite que ela simplesmente SEJA ELA MESMA. Que "deixa o rio correr", sem apressá-lo. Que acompanha o fluir livre e leve da criança. Que jamais diz que ela não deveria sentir raiva de alguém, mas que procura compreender seus sentimentos e ensiná-la que quando não se luta contra os mesmos, eles passam por nós bem mais depressa. Deixar o rio correr... Sempre...

Ensiná-la a reconhecer que todo comportamento tem uma intenção positiva. Se ela aprender a reconhecer isto em si mesma, terá muito mais facilidade em reconhecê-lo nos outros. Se ela aprender a ser compreensiva e paciente consigo mesma, também o será com as demais pessoas.

Se ela está sentindo inveja de alguém, ajudá-la a reconhecer que provavelmente ela tem dentro de si uma parte (um "lado") que acredita que ela também merece ser como aquela pessoa, ou ter o que ela tem, e que não há nada de errado nisso. Se ela está com raiva de alguém que brigou com ela, talvez seja porque possui uma parte que acha que ela merecia ser tratada de uma maneira melhor. E assim por diante. Não é difícil saber a intenção positiva de nossas partes internas e aprender a valorizá-las.

Ajudá-la a confiar em seus sentimentos, sensações, intuições, em seu julgamento interno, em sua voz interior, na "voz do seu coração". Ao invés de ficar lhe dizendo o que deveria fazer, perguntar-lhe : "O que você acha disso?" "O que você sente em relação a isso?" Ajudá-la a formar seus próprios valores incentivando a reflexão, fazendo-lhe perguntas que ajudem-na a confiar em sua sabedoria interna. Esta é a maior herança que os pais podem deixar aos filhos, já que pais não são eternos.

Mas talvez você, leitor, esteja dizendo: "Ótimo, entendi o que você disse em relação às crianças. Mas o que eu faço comigo? Com os meus DEVERIAS?"

Sugiro que você imagine uma criança bem pequena, indefesa, que estivesse sofrendo em virtude dos mesmos DEVERIAS que você, que estivesse passando por dificuldades semelhantes às suas. O que você faria com esta criança? O que você diria a ela? Você diria a ela novos DEVERIAS? Você seria tão severo com ela como provavelmente é consigo? Você a ameaçaria? Você diria a ela algo como: "Se você não emagrecer, eu não levo você à praia"?

Acredito que você gostaria de conversar com ela, de tratá-la com carinho, compreensão, talvez de tomá-la nos braços, abraçá-la, confortá-la, dizendo-lhe coisas animadoras.

Geralmente, por mais severos que tenham sido nossos pais, a tendência é que sejamos mais severos conosco do que eles o foram, e um pouco mais compreensivos e benevolentes em relação aos filhos.

Por este motivo, sugiro que você faça com você o que faria com a criança que citei acima. Releia o texto e empregue as sugestões consigo mesmo. Imagine que dentro de você há uma criança e que você terá de cuidar dela pelo resto de sua vida. Você escolhe: ou você vai ser um repressor que controla, critica, diz DEVERIA a toda hora, ou você vai procurar fazê-la feliz, diverti-la, amá-la.

Só conseguimos amar, entender, aceitar as outras pessoas quando somos capazes de fazer tudo isso conosco. Quem não consegue aceitar o comportamento de alguém, quem não consegue gostar de alguém, certamente descobrirá que não consegue aceitar a si mesmo, talvez até não aceite em si aquele mesmo comportamento que não aceita no outro.

É um fato que você poderá constatar: quando paramos de lutar CONTRA nós, contra nossos sentimentos, desejos, quando passamos a ser A FAVOR de nós mesmos, o mundo responde da mesma maneira. A sua vida é o reflexo daquilo que acontece dentro de você. Se você não gosta de si mesmo, se você não se aprova, não se trata com carinho e respeito, não espere que os outros o façam. É o que se chama de AUTO-ESTIMA.

Para isso, você poderá começar a aprender a substituir o DEVERIA pelo EU PREFIRO, EU ESCOLHO, EU APRECIO, EU ME PERMITO.


Artigo publicado no Jornal Tribuna de Indaiá por Nelly Beatriz M. P. Penteado

Crenças

Por Neuza Santos

Sempre pensamos em crenças no sentido de credos ou doutrinas; e muitas crenças o são. Mas, no sentido básico, uma crença é qualquer princípio orientador, como, máximas, fé ou paixão que podem proporcionar significado e direção na vida. Estímulos ilimitados estão disponíveis para nós. Crenças são os filtros pré-arranjados e organizados para nossas percepções do mundo. São como bases de comandos do cérebro. Quando acreditamos com convicção que alguma coisa é verdadeira, é como se mandássemos um comando para o cérebro, de como representar o que está ocorrendo. (Anthony Robbins)

Crenças são as regras pelas quais vivemos. Formam nossos modelos mentais. Nem sempre são fatos ou verdades. Nós, seres humanos, temos crenças sobre os outros, sobre nós mesmos, sobre os nossos relacionamentos, sobre o que somos capazes de fazer, sobre o que é possível, sobre o que achamos que é impossível. O problema está em que, às vezes, tratamos algumas crenças (sobre relacionamentos, capacidades e possibilidades) como se fossem leis e verdades absolutas e imutáveis e não é bem assim.

As crenças formam nosso mundo social e agem como profecias auto-realizáveis. É claro que algumas coisas não são influenciadas por nossas crenças. Um exemplo típico disso são as leis da natureza, imutáveis, como a gravidade. Não importa se acreditamos nela ou não. Nada a mudará. Em geral, comportamo-nos do mesmo modo. Nossas ações refletem o que absolutamente acreditamos, como se nossas crenças fossem fixas e imutáveis.

Crenças são oriundas da nossa educação, da cultura, do ambiente em que vivemos, do exemplo de pessoas que são importantes para nós, das experiências e traumas do passado e de experiências repetidas. É bom lembrar que as crenças criam resultados que podem ser excelentes e estimulantes ou desastrosos e danosos.

Algumas crenças limitam nossa visão. Lembram-se da parábola de Platão sobre “a alegoria da caverna”? Ele conta que havia um grupo de pessoas que habitavam uma caverna subterrânea acorrentadas pelo pescoço e pelos pés e que viviam de costas para a entrada da caverna, de modo que, tudo que viam na parede dentro da caverna, era a sombra projetada do que acontecia no mundo exterior à caverna. Um dia, um daqueles habitantes consegue se libertar daquela prisão, sai da caverna para o mundo exterior e conhece “uma outra realidade” e logo volta para contar aos outros que o que eles vêem não passa de sombras trêmulas e são limitações da realidade. Ninguém consegue acreditar nele e argumentam que, o que vêem, é tudo o que existe. Acham que ele ficou louco e acabam matando-o.

Pessoas matam e morrem por suas crenças. A vida de “pessoas especiais” se edifica sobre suas crenças. Crenças negativas não se baseiam na experiência e sim naquilo que “adotamos como nossas verdades”. Elas funcionam como permissão ou obstáculo. Sejam quais forem as circunstâncias, o sucesso ou o fracasso das pessoas se mede por suas convicções e crenças. O que obtemos na vida depende exclusivamente de nossas “estratégias mentais”. Existem estratégias mentais positivas que nos trazem felicidade, sucesso e abundância e as estratégias mentais negativas que nos causam infelicidade, escassez, doenças e morte.

Mas as crenças podem mudar, podemos escolher novas crenças, deixando de lado as que nos limitam. Crenças positivas funcionam como autorização para explorar um mundo novo e cheio de possibilidades. Precisamos decidir que crenças valem a pena manter para o nosso crescimento, felicidade, saúde física e emocional.

Portanto, agora, a única pergunta que você pode fazer a si mesmo é: o que eu desejo para a minha vida? Em seguida mudar suas “estratégias mentais” para obter aquilo que deseja. O subconsciente é a parte da mente que abriga suas convicções e crenças e decide tudo o que você obtém. Entende, agora, porquê você pensa do jeito que pensa? Então agora você percebe a importância da reprogramação de algumas de suas convicções e crenças? Para que a “nova programação” se instale em nosso subconsciente, precisamos conhecer a estrutura de funcionamento do nosso cérebro para só então, aprendermos a destravar nossos “poderes especiais”, livrando-nos dos nossos cadeados mentais.

Extraído do site "universodamente.com.br"

O Poder da Educação

Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educação. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condições de falar a qualquer momento sobre o tema, e por isso o haviam convidado.

Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembléia em expectativa. Postou-se à tribuna e logo em seguida entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois cães. A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. Logo em seguida o outro criado abriu a gaiola em que estava o cão e este saiu em desabalada correria ao encalço da lebre. Alcançou-a com destreza, trucidando-a rapidamente.

A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admiração tomou conta da assembléia e os corações pareciam saltar do peito. Ninguém conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agressão. Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro cão.

O povo mal continha a respiração. Alguns, mais sensíveis, levaram as mãos aos olhos para não ver a reprise da morte bárbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. No primeiro instante, o cão investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanhá-la, bateu-lhe com a pata e ela caiu. Logo a lebre ergueu-se e se pôs a brincar com o cão. Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranqüila convivência, saltitando de um lado a outro do palco.

Então, e somente então, Licurgo falou: - Senhores, acabais de assistir a uma demonstração do que pode a educação.

Ambas as lebres são filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim, igualmente, os cães. A diferença entre os primeiros e os segundos é, simplesmente, a educação.

E prosseguiu vivamente o seu discurso, dizendo das excelências do processo educativo: - A educação, baseada numa concepção exata da vida, transformaria a face do mundo.

Eduquemos nossos filhos, esclareçamos sua inteligência, mas, antes de tudo, falemos aos seus corações, ensinemos a eles a despojarem-se das suas imperfeições. Lembremo-nos de que a sabedoria por excelência consiste em nos tornarmos melhores.
Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no séc. quarto antes de Cristo.

O verbo educar é originário do latim "educare" (ou "educcere"), e quer dizer "extrair", "sacar fora".

Percebe-se, portanto, que a educação não se constitui em mero estabelecimento de informações, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que floresçam.

Milho Bom


Esta é a história de um fazendeiro bem-sucedido.

Ano após ano, ele ganhava o troféu "Milho Gigante" da feira da agricultura do município. Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito.

E o seu milho era cada vez melhor...

Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos, então perguntou:

- Como pode o senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos, quando eles estão competindo com o seu?

O fazendeiro pensou por um instante e respondeu:

- Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento, de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom.

Ele era atento aos laços da vida. O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aprimorada.

Assim é também em outras dimensões da nossa vida. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.

Como gerar idéias diferentes


Você já se sentiu preso ou presa aos mesmos caminhos anteriormente percorridos, e apreciaria imensamente algo diferente? Você gostaria de algo que estimulasse sua mente a buscar o novo, o diferente? Ou ainda melhor, várias coisas novas e diferentes, para que você possa escolher a melhor?

Vou descrever aqui a técnica de criatividade (retirada do site sobre PNL) chamada "estímulo aleatório", fácil de aplicar, que não exige aprendizado e que produz resultados imediatos. Ela se baseia na capacidade imensa que o nosso cérebro tem de estabelecer relações, ligações, conexões entre tudo; de fato, fazemos isto todo o tempo, ligando o que vemos e ouvimos ao que conhecemos e estabelecendo conexões entre o que já sabemos. Nessa técnica, ao invés de ficarmos sentados esperando a maçã cair, vamos sacudir a árvore.

A estratégia consiste em escolher uma palavra relacionada ao que queremos e depois escolher aleatoriamente uma outra, ligando-as com a palavra po e observando as conexões que surgem. A palavra po vem de possibilidade, hipótese, suposição, podendo também ser vista como as iniciais de possibilitar operação. Siga os seguintes passos:

1. Escolha uma palavra que representa a situação alvo ou uma direção: "aprender", "emprego", "esposa".

2. Providencie uma palavra aleatória (um substantivo). Não a escolha você mesmo, já que queremos evitar o pensamento existente. A palavra pode ser sorteada das seguintes maneiras:

a) Use um dicionário. Pense em um número de página (por exemplo, 1347 no Aurélio) e uma posição nessa página (por exemplo, 9). Para isso você pode usar também o ponteiro de segundos de um relógio. Abra o dicionário na página 1347 e procure a nona palavra. Se ela não for um substantivo, continue até achar um.

b) Feche os olhos e coloque a ponta do dedo sobre uma página de um jornal, revista ou livro. Escolha a palavra mais próxima do dedo.

3. Ligue as duas palavras pela palavra po: "desemprego po programa", "disciplina po exame". Registre as idéias produzidas pela provocação.

Aplicada a este site, uma das boas idéias produzidas, com a palavra aleatória "invalidez", foi a de uma seção sobre pessoas que vão além de seus limites presumidos, como aquela sem braços que pinta segurando o pincel com os lábios. Veja outros exemplos de idéias geradas por meio desta técnica, para o tema "aula":

Aula po lábio: Para chamar a atenção dos alunos ou fazer graça, manter os lábios se movendo enquanto deixa de emitir sons, como se estivesse mudo. Aperfeiçoar a dicção. Para mulheres, aumentar os lábios com batom para os tornar mais atrativos e fazer com que os alunos tenham mais atenção. Dar uma aula inteira sem falar nada.

Um exemplo de Edward Bono, criador da técnica e papa da criatividade: cigarro po flor conduziu à idéia de colocar sementes de flores nos filtros dos cigarros, para que quando um cigarro seja jogado fora em um jardim ou em um parque dele nasçam flores.

A idéia do estímulo aleatório é a provocação e a busca de novas e diferentes linhas de pensamento. Para preservar esse espírito, siga as seguintes diretrizes:

- Não dê passos demais: isto sugere isso... que leva àquilo... e que me faz lembrar de...

- Use a palavra como ela vem e não rearranje as letras, nem pegue uma parte dela para dar outra palavra. Isto é simplesmente mudar a palavra aleatória para encontrar uma que se encaixe melhor nas idéias que você já tem, perdendo-se o efeito provocativo.

- Não decida que a palavra atual não é utilizável, partindo imediatamente em busca de outra. Assim, você estará somente esperando por uma palavra que se encaixe nas idéias existentes.

Para obter o estímulo aleatório você pode usar também imagens e objetos, embora palavras normalmente possam ser mais ricas (são informações "empacotadas") e mais práticas de usar.

As Abóboras (De Olho nas Metas)


Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras. A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.

Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, lá vinha outro solavanco e tudo se desarrumava de novo.

Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem!

É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!".

Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.

O caminho das borboletas: uma metáfora do crescimento humano

A angústia que nos oprime é a mesma que nos sublima.
As algemas que nos prendem são as mesmas que nos libertam.

A lagarta, cansada de rastejar-se, se sujeita à solidão de um casulo, como caminho de sublimação. Silenciosamente, olvida o mundo exterior e volta-se para o mundo que, em si mesma, lateja pedindo transformação. É a lei natural. Renuncia, portanto, à flor que desabrocha; ao perfume que aspira. Não contempla o sol que nasce, tampouco lhe busca os raios que aquecem. Não mais sente a grama orvalhada pela noite, nem experimenta o aconchego da relva macia. Não ouve o canto dos pássaros, o murmurar de um riacho ou a melodia da natureza em festa. Tudo é silêncio.
No entanto, sob aparente letargia, um universo agita-se, revoluciona. As mutações pulsam, sente nas entranhas e angustia-se, já que não sabe bem o que virá depois. Sabe apenas que não pode e não deve fugir sem comprometer o porvir.
Entrega-se inteira às angústias do momento, às experiências buriladoras. Permite-se sentir, intensamente, as turbulências interiores, as incertezas do que há de vir. Adivinha apenas, que algo mágico lhe acontece. Sente que cresce; sente que vive. Percebe que uma força nova, intimamente se agiganta, fragiliza o casulo e ele se rompe. Movimentos lentos denunciam o despertar, a superação dos limites, o transpor das barreiras. Asas triunfantes ornam-lhe o corpo. A princípio, titubeante, não sabe bem o que vai fazer com elas e, talvez, nem consigo mesma.
Nesse belíssimo instante, a lagarta cede lugar à borboleta, abandona a casca e ensaia o primeiro vôo. No início, vacilante. Insiste. Sabe que é capaz, que é preciso. Posteriormente, exercita-se mais segura, como quem já tem certeza de onde quer chegar.
Quer pousar a flor, agora mais bela, pela poesia que a angústia lhe devolveu; sentir-lhe o perfume, descobrir novos jardins. Quer transparecer à luz do sol, aquecer-se. Quer sentir o orvalho da noite em uma pétala macia. Quer ouvir cantar os pássaros, insetos...Quer contemplar a lua, talvez, contar as estrelas. Quer partilhar a vida, as visões delicadas do mundo, há muito esquecidas. Quer viver...
***
Reconhecemos na metáfora da lagarta a trajetória do crescimento humano. Enquanto permitirmo-nos rastejar, limitamos nosso espaço à poeira do chão, impedidos de alcançar as estrelas.
Num dado momento, sem dia e hora marcados, somos chamados ao casulo, oficina onde laboramos, angustiosamente, a vida íntima, a descoberta de nós mesmos. Nesses momentos, centramos nossas atenções ao que somos, ao que podemos e devemos ser. É um trabalho que requer recolhimento e serenidade, a semelhança da lagarta, cuja casca abriga, pacientemente, a metamorfose.
As nuanças da vida exterior tornam-se refratárias aos nossos sentidos mais profundos. Seqüestram-nos a poesia de contemplar as estrelas, ou a flor que desabrocha; o pôr-do-sol ou o mar que se arrebenta nas rochas; a lua ou as estrelas no firmamento; até mesmo a melodia suave do vento que sopra ou da tempestade que devasta. Como se poesia e realidade fossem, necessariamente, inconciliáveis com o ser que amadurece. Vivemos, intensamente, as angústias de um crescimento que dói.
Voltamo-nos, contudo, para o ser interior e descobrimos que algo mágico também acontece: geramos a força capaz de nos conduzir às nossas bem-aventuranças. Rompemos lentamente o nosso abrigo, nossas defesas, sem saber muito bem o que virá. Movimentos vacilantes, insistentes...seguros. Superamos nossos limites. Descobrimo-nos capazes de dar vida aos nossos sonhos, por um processo divino que faz existir os caminhos. Recuperamos a poesia; estamos prontos para voar.
Neste momento tão significativo de sua vida, em que o casulo está prestes a romper, após um longo período de laboração, permita-se viver a magia de quem conquistou asas e se prepara para voar, com a certeza de quem sabe onde quer chegar.
O seu limite? O universo, sem pólos. Você é o universo.
Descobre o encanto de dar-se, se no casulo aprendeu a pertencer-se. Esse é o caminho de todos os caminhos, de todas as direções. Vence os seus medos e receios.
Segue e confia “que as portas se abrirão, lá, onde você não sabia que havia portas.”

Pedagogo "não se permita rastejar, portando asas"!

Quem Mexeu no Meu Queijo?

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De fácil leitura e compreensão, QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? é uma parábola que retrata a vida, suas mudanças e os objetivos (queijos) que muitos buscam. O “LABIRINTO”, onde os personagens vivem a história, representa o local onde ocorrem as buscas incessantes pelos seus objetivos. Seja no emprego, na família ou mesmo nos relacionamentos pessoais. É uma analogia ao cotidiano do ser humano, sujeito a mudanças inesperadas. OS PERSONAGENS O autor utiliza-se de quatro personagens: Os ratos Sniff e Scurry, e os duendes Hem e Haw para retratar as diversas características do ser humano. Seu lado simples e complexo. Em alguns momentos o homem pode agir como Sniff, aquele que percebe rápido as mudanças. Ou então, como Scurry, que sai em atividade, é mais pró-ativo. Ou Hem, um dos duendes, que não aceita as mudanças, resistindo a elas. Ele acredita que algo pior pode acontecer. E finalmente Haw, o outro duende: Adapta-se em tempo a nova realidade e acredita que as mudanças podem levar a algo melhor. IDÉIAS INICIAIS Os quatro personagens acima descritos vivem um desafio em busca de seus queijos. O queijo, representado no livro como sendo aquilo que se gostaria de ter, é o objetivo principal da busca dos personagens: Emprego, dinheiro, saúde e até um bom relacionamento amoroso. O labirinto representa o lugar onde essa busca acontece. Seja na empresa onde se trabalha, na família ou então na comunidade em que está inserido, onde vive. Cheio de corredores e divisões, o labirinto tem em alguns lugares, queijos deliciosos. Porém em outros, corredores escuros e até becos sem saída. Os personagens viviam correndo atrás de queijo para se alimentarem e ficarem felizes. Aqueles que encontravam o caminho eram premiados com uma vida mais tranqüila. “A vida não é um corredor reto e tranqüilo que nós percorremos livres e sem empecilhos, mas um labirinto de passagens, pelas quais nós devemos procurar nosso caminho, perdidos e confusos, de vez em quando presos em um beco sem saída”.





O livro QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? é recomendável para a leitura, tanto para estudantes, bem como para profissionais da Educação, entre outros. A mensagem do texto apresenta as mudanças as quais todos estão sujeitos, e que devemos estar preparados para elas. Não se deve acomodar diante das situações.

sexta-feira, 21 de março de 2008

PNL e Educação

Recentemente em uma entrevista à revista Veja (13 de fevereiro, 2008), a secretária de Educação de São Paulo disse que o Brasil precisa livrar-se do corporativismo e dar incentivo a quem merece. Para isso será implantado um sistema segundo o qual as escolas passarão a ter metas acadêmicas no horizonte e receberão mais verbas caso consiga cumprí-las.

Os professores receberam a notícia insatisfeitos, pois "eles querem aumento de salário, mas dissociado do desempenho". Essa política da isonomia salarial ignora méritos e deméritos, ela deixa de jogar luz sobre os mais talentosos e esforçados e com isso, contribui para a acomodação de uma massa de profissionais numa zona de mediocridade.

A secretária critica as faculdades de pedagogia do país porque, segundo ela, se consagrou no Brasil um tipo de curso de pedagogia voltado para assuntos exclusivamente teóricos, sem nenhuma conexão com as escolas públicas e suas reais demandas, sendo este, um modelo equivocado. No dia-a-dia, os alunos de pedagogia se perdem em longas discussões sobre as grandes questões do universo e os maiores pensadores da humanidade, mas ignoram o básico sobre didática. As faculdades de educação estão muito preocupadas com o discurso ideológico sobre as míltiplas funções transformadoras do ensino, deixando em segundo plano evidências científicas sobre as práticas pedagógicas que de fato funcionam. Com isso, prestam o desserviço de divulgar e perprtuar antigos mitos - o de quanto maior o salário, melhor o ensino; e que quanto maior o número de alunos numa sala mais difícil de oferecer uma boa aula.

Os professores justificam as notas ruins dos alunos culpando a escola pública de ser carente de recursos e os professores ganharem mal, atribuindo tudo a fatores externos. Segundo essa mentalidade atrasada e comodista, a culpa pelo péssimodesempenho geral é invariavelmente do estado brasileiro, nunca dos próprios professores, muitos dos quais incapacitados de dar uma boa aula. A falta de professores preparados para desempenhar a função é, afinal, um mal crônico do sistema brasileiro. Sem desatar esse nó, não dá para pensar em bom ensino.

Diante desse impasse, acredito que os professores devam refletir sobre sua práxis e assumir a responsabilidade de mudança partindo de uma melhoria de sua própria prática, deixando transparecer, subjetivamente, seu interesse em primeiro SER um agente transformador, FAZER o melhor que pode e sabe, para TER como resultado desse esforço, alunos desenvolvidos, cidadãos, capacitados e conscientes de suas funções perante a vida e a sociedade e, consequentemente melhor remuneração.

Por isso, a PNL surge no campo da educação como uma alternativa acessível, eficiente e satisfatória. Deveria ser implantada como disciplina didática nas faculdades de pedagogia como auxílio às metodologias.

"A PNL é uma ferramenta educacional, não uma forma de terapia. Nós ensinamos às pessoas algumas coisas sobre como seus cérebros funcionam e elas usam esta informação para mudar." (Richard Bandler)

A Neurolingüística estuda o ser humano, estuda a excelência do ser humano no que quer que ele faça. Numa definição técnica, é o estudo da estrutura da experiência subjetiva do ser humano.

Em resumo, é como funcionamos dentro da nossa cabeça, como fazemos para ficarmos alegres, tristes, para nos decepcionarmos. É como fazemos para gostarmos de nós mesmos ou não. Enfim, como é que o ser humano funciona. A Neurolingüística ensina o ser humano a usar os recursos que ele tem em seu próprio benefício, para ser mais feliz, mais resolvido. Para ser um ponto de influência positiva no sistema no qual ele opera , que é a família, o trabalho, os amigos.

A Neurolingüística se utiliza de técnicas de Programação que foram desenvolvidas a partir da década de 70 por dois americanos , que resolveram partir da premissa de que qualquer terapeuta bom seria eficiente em qualquer linha em que atuasse. Então travaram conhecimento com os terapeutas de mais destaques em diversas áreas e passaram a estudá-los, observando o que faziam e o que dava certo. E aí começou a Programação Neurolingüística (PNL). Mas ela não deve ser considerada uma linha terapêutica. Pode ser usada desta forma, ou como um agregado de qualquer linha terapêutica. O melhor é que seja encarada como uma linha gerencial, de administração. Pode ser vista, também , como uma linha que estuda os relacionamentos, como auto- ajuda.

De que modo Neurolingüística pode auxiliar na educação dentro das escolas, das salas de aula?

Há dois aspectos principais no que se refere a educação. Um é o exemplo que o professor dá. O professor educa pelo exemplo. A outra é o conhecimento que ele passa através da comunicação com os alunos. Então a PNL pode ser usada nesses dois aspectos: para ajudar o professor a ser uma pessoa mais integra, mais resolvida. Vai ainda ajudar o professor a se comunicar com os alunos de uma forma melhor. E aqui podemos abrir um novo leque. Se o estudante tem dificuldade de aprendizagem, a PNL pode ajudar o professor a entender melhor qual é o problema que está acontecendo na cabeça do aluno, que o leva a não aprender direito determinada matéria. Isso usando técnicas que, no momento de serem aplicadas, não vão parecer técnicas, mas simplesmente, uma conversa ou coisa do gênero, em que o aluno se integre mais aquele conhecimento. Isto é, aceite melhor aquele conhecimento para que elimine as resistências e passe a gostar mais do que está fazendo.

A Neurolingüística pode explicar por que é que alguns alunos vão mal na escola?

Há ai diversos aspectos a serem considerados. Um deles é a maneira como o professor ministra a aula, ás vezes, não se encaixa com a maneira que o aluno usa para compreender a informação. Muitas vezes ele é bom aluno em Matemática num ano e, no ano seguinte, passa a ser um mau aluno na mesma matéria. Isso provavelmente é fonte da mudança de professor que, embora possa até ser um bom profissional, não está passando a informação do jeito que determinada pessoa possa entender adequadamente. Certamente , isso pode ser também um sinal de algum desequilíbrio na criança, ou gerado pela escola, ou gerado pela família, principalmente, que é onde mais acontece. Então a atitude dos pais influencia muito na qualidade da percepção do ensino que o aluno vai ter. Existem outros. Mas esses são os dois principais fatores.

No que se diz respeito ao professor, o mau resultado do aluno pode estar associado á forma como o professor se comunica?

Isso, a forma como ele se comunica, verbal e não verbal. A qualidade da relação dele com os alunos tem a ver com isso. Às vezes, o professor é um excelente profissional, mas tem uma relação pobre com os estudantes, em termos da empatia com seus alunos. O professor ideal, eu diria, é aquele que tem empatia, que sabe ensinar e que sabe aprender com os alunos . E, parte disto, a PNL pode ensinar ao professor.

Como se dá o processo de aprendizagem no indivíduo?

A Neurolingüística propõe uma teoria sobre a aprendizagem que leva em conta o fato de que o ser humano não vive no mundo que o cerca, mas na representação desse mundo. É o que ele vê, o que ouve e o que sente.

Segundo essa teoria, o ser humano recebe e processa as informações, sendo que algumas variáveis interferem nesse processamento. Uma vez que processa as informações, ele monta uma representação daquilo que viu ou ouviu e é com base nessa representação que age.

São muitos os fatores que influenciam o processo , a começar pelos objetivos que cada um tem. Segundo a Neurolingüística, o sistema de crença e de valores que a pessoa tem, e que é desenvolvido na criança basicamente até os sete anos, influi muito na forma como o ser humano processa as informações que recebe.

O mapa que a pessoa faz sobre mundo externo é formado com informações visuais, auditivas e sentimento das sensações, chamado de cinestésico. Ninguém é visual, é auditivo ou é cinestésico. É a soma dos três. Eventualmente, pelo meio em que viveu ou pela educação que recebeu, desenvolve mais um que outro . Mas pode se funcionar visualmente agora, dentro de dez segundos, mudar e vir a funcionar de modo mais cinestésico.

Explicando melhor, segundo a Neurolingüística, funcionar visualmente, por exemplo, é prestar mais atenção na parte visual da experiência que se vive em determinado momento, da experiência interna, principalmente, e isto acarreta diversos reflexos. As palavras que serão utilizadas para exprimir tal experiência vão refletir esse funcionamento visual. Nesse caso, ou em qualquer dos outros sistemas, existe uma parte do cérebro que fica mais irrigada e se aquece mais.

Então, se o indivíduo está funcionando mais visualmente, ele tende a usar mais palavras como "fotografia" , "ponto de vista", "nitidez", "é claro que estou certo", "a vida é colorida", etc. Se ele está funcionando mais auditivamente, tende a usar palavras como ritmo, gravidade, resposta, que são palavras auditivas. Se está funcionando mais de modo cinestésico, ele tende a usar palavras como " sentir, choque e impacto". Há também as palavras chamadas de inespecíficas, como a palavra pensar, que são utilizadas como coringas, que permitem que tanto quem fala como quem ouve utilize o sistema que mais for adequado naquele momento.

Enfim, a PNL é uma ótima "ferramenta" para o professor que quer "fazer a diferença".